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Speed dome: tudo o que você precisa saber sobre essa câmera

Com a crescente popularização do mercado de segurança eletrônica, enxergamos a importância de atualizar os profissionais que operam nesse segmento. Com isso em mente, aproveitamos este artigo para abordar uma tecnologia tão funcional quanto prática aos consumidores: as câmeras speed dome.

Caso ainda não conheça esses dispositivos, saiba que está tudo bem! Assim como toda nova tecnologia, ela percorre um tempo de popularização, em que a solução precisa ser descoberta pelos operadores e, então, acolhida pelo público consumidor.

O nosso objetivo é justamente facilitar a primeira etapa, introduzindo essa novidade na sua cartela de produtos e serviços.

Sendo assim, para que não restem dúvidas no assunto, reunimos as principais curiosidades do tema, explicando a tecnologia dessas câmeras e detalhando especificações como resolução de imagem, campo de visão, aplicabilidade e outras. Portanto, não perca a chance de sair na frente no seu mercado e acompanhe esta leitura!

A tecnologia speed dome

Visibilidade, agilidade e precisão: grosso modo, essas são as três virtudes que definem a tecnologia speed dome, que agrega mobilidade e exatidão no controle das imagens. Em um primeiro momento, podemos entender o conceito analisando seu nome, que une dois termos conhecidos no segmento: speed e dome, representando velocidade e domo, respectivamente.

Dome é uma menção direta à estética e solução de engenharia utilizada para acomodar os sensores da câmera, que ficam alojados em um invólucro plástico ou metálico que, geralmente, lembra o formato de uma cúpula invertida e, portanto, um domo.

Já o termo speed é uma alusão direta à mobilidade do sensor. Diferentemente de uma câmera tradicional, uma speed dome é muito mais dinâmica em seu direcionamento, permitindo um monitoramento inteligente mais confiável e facilitando a identificação dos elementos na cena.

Então, vale notar que essas câmeras são a sofisticação do sistema PTZ (Pan, Tilt, Zoom), justamente por realizar essas manobras de maneira mais rápida e competente do que um modelo convencional. Agora, conheça os principais atributos técnicos disponibilizados em uma câmera dessa tecnologia.

Mobilidade

O detalhe mais característico de uma speed dome é sua flexibilidade móvel. Normalmente, os modelos com essa denominação têm estrutura interna que as permite serem direcionadas para qualquer canto da cena.

Com essa maleabilidade mecânica, o dispositivo consegue realizar capturas panorâmicas em 360° horizontais e ajustes verticais de até 180°, o importante movimento de tilt.

Configurabilidade

Outro detalhe importante sobre essas câmeras é seu potencial de programação. Diferentemente de modelos mais simples, as speed dome contam com softwares robustos para programar suas rotinas de monitoramento, possibilitando que os operadores alterem entre perfis de controle automatizado ou manual, como tour e patrulha.

Além disso, vale lembrar que estamos falando de um dispositivo “inteligente”. Com uma memória robusta, essas câmeras conservam em seu processamento alguns comandos rápidos, realizando rotinas, enquadramentos, panorâmicas ou afins com a agilidade do acionamento de um botão.

Sensibilidade

Grosso modo, uma câmera de segurança convencional entrega um desempenho honesto na operação de monitoramento, ainda que tenha alguns delays no input dos comandos. Por essa razão, os modelos tradicionais são perfeitamente adequados aos projetos civis e residenciais, em que não há uma urgência por precisão.

Contudo, as câmeras speed dome foram criadas justamente para oferecer uma exatidão cirúrgica no monitoramento remoto. Para tanto, as fabricantes desses dispositivos apostam em vários conceitos de engenharia de hardware, software e mecânica.

Para atingir a sensibilidade perfeita no controle do sensor, o primeiro passo no desenvolvimento desses equipamentos é apostar no seu potencial de integração, oferecendo ampla interação com várias marcas e modelos de mesa controladora e softwares third parties.

Assim, o dispositivo será facilmente utilizado pela equipe do cliente, contando com a precisão de joysticks, knobs e alavancas para trabalhar nas imagens.

Mas como pôde ver, esse resultado é fruto da inventividade nas áreas de desenvolvimento de software e hardware, que se preocupam com as interfaces e plataformas de conexão entre o produto final e a realidade do consumidor. Além dessa questão, as fabricantes também dedicam uma atenção especial à engenharia mecânica do produto em si. Entenda agora o porquê!

O funcionamento de uma câmera speed dome

Até aqui você já entendeu que essas câmeras fazem maravilhas no trabalho dos operadores de monitoramento. Mas, afinal de contas, como isso é possível? Como esses dispositivos tão grandes — pois, de fato, são maiores que as câmeras convencionais — conseguem se deslocar com tanta agilidade e precisão?

A resposta está no interior das câmeras speed dome. Tecnicamente, esses equipamentos são construídos com um complexo mecânico robusto, equipando um motor próprio com seus vários elementos e pistas de trabalho. No fim das contas, o sistema está conectado a uma interface eletrônica, que lê e dispara os comandos enviados pelo operador para a movimentação do sensor.

Com a integração dessas etapas é feita a mágica da engenharia, em que o observador remoto trabalha sobre as imagens com a mesma responsividade que operaria a câmera do próprio smartphone, tudo rápido, ágil e imediato, livre de engasgos, delays ou outras situações.

Inclusive, é nesse ponto que podemos expandir um pouquinho mais o funcionamento desses dispositivos. De uma maneira geral, as câmeras speed dome também podem ser categorizadas pelos seus graus de sofisticação técnica, sobretudo nos sensores que elas equipam dentro da cúpula de proteção.

A primeira e mais comum segmentação é a de velocidade. Aqui, se dividem os modelos que se deslocam pelo maior ângulo no menor período de tempo. Como exemplo, destacamos:

  • as speed dome de alta velocidade, deslocando a imagem por 360° em apenas um segundo, ou seja, uma volta completa;
  • as de velocidade média, alcançando até 60° por segundo, exigindo 6 segundos para uma volta completa;
  • as de baixa velocidade, que por sua média de até 18°/s exigem cerca de 20 segundos para uma volta total.

Mas, aqui vale notar que a velocidade do deslocamento é a única característica atrelada à sofisticação do conjunto mecânico. Os demais atributos, como zoom, resolução e visibilidade em ambientes de ultra low light ainda dependem da sofisticação técnica do sensor responsável pela captura das imagens.

Ainda assim, destacamos as principais configurações desse mercado, geralmente composto por câmeras com módulos de ampliação que variam entre 10x e 36x de zoom.

O conceito e funcionamento do sistema PTZ

Agora, voltamos para uma tecnologia mencionada no início deste artigo, o sistema PTZ. Ainda que seja um tema familiar aos profissionais com mais experiência no mercado, vale a pena fazer um breve comentário sobre a tecnologia, refrescando a memória de todos e introduzindo o conceito para quem está no início de carreira.

A sigla em si é uma referência direta às três funções básicas do sistema:

  • Pan, o movimento de lateralidade;
  • Tilt, o movimento de angulação vertical;
  • Zoom, o reajuste das lentes para a ampliação da imagem.

Somadas, essas ações ampliam o poder de monitoramento de uma câmera, que na ausência disso estaria fadada a observar apenas a cena para a qual foi instalada.

Ainda que este material dê destaque às câmeras speed dome, vale lembrar que, hoje, a tecnologia PTZ tem presença absoluta no mercado, figurando até mesmo nos dispositivos menores e mais simples, comuns nos projetos de smart home security.

De certa forma, isso é possível por conta do baixo peso das câmeras convencionais, que podem ser deslocadas com um pequenino motor elétrico.

As diferenças entre fixed e speed dome

Então, chegamos em um ponto importante na discussão do tema, sobretudo para a formulação de projetos que sejam funcionais à necessidade do cliente. Pois afinal de contas, qual a diferença entre as câmeras fixed e speed dome? Como você já está bem inteirado sobre as capacidades do segundo modelo, explicaremos, agora, um pouco mais sobre o primeiro.

Fixed é um termo inglês que remete à ideia de fixação, em que um dispositivo é estacionário, imóvel. Mais especificamente, estamos falando da imobilidade do sensor da câmera, e não da posição em que ela fica instalada no ambiente do projeto. Nesse sentido, uma câmera fixed é aquela que não tem nenhuma função PTZ — ou quando tem, é apenas de zoom.

Essas são justamente aquelas câmeras que mencionamos no exemplo anterior, que estão obrigadas a observar a mesma imagem configurada ao momento de sua instalação. Mas então, nesse ponto pode ser que você se pergunte: por que alguém instalaria uma fixed dome, com tantas limitações de mobilidade?

Bem, é aqui que você deve lembrar que todo bônus tem seu ônus. Na maioria das vezes, as câmeras speed dome são maiores, justamente para alojar os componentes mecânicos responsáveis pelos movimentos. Assim, as speed dome acabam sendo uma solução menos atraente para os clientes que buscam discrição.

Outro ponto a se considerar é que além do tamanho reduzido dos modelos fixed, essas câmeras também costumam equipar uma película sobre os domos, dificultando a visualização do sensor, bem como da direção para o qual ele está apontando.

Já em matéria de qualidade de imagem, não há como fazer uma comparação eficiente. Afinal de contas, ambas as alternativas são encontradas no mercado, equipando dos sensores mais simples aos mais sofisticados.

No entanto, um fator a ser considerado é a diferença de custo, em que os modelos speed são mais caros, tanto na compra como na manutenção, devido ao maior número de peças e complexidade dos sistemas. Mas para além dessas diferenças pontuais, precisamos ser objetivos: elas atendem públicos diferentes!

Normalmente, câmeras fixed são aplicadas em ambientes internos, em que um bom posicionamento já garante a visibilidade completa do cenário. Já as speed servem para atender a necessidade por um ângulo de visão complementar, enxergando tudo à sua volta.

As 8 etapas para a instalação das câmeras speed dome

Agora, chega o momento mais prático deste material, sendo um tópico fundamental para o especialista em instalação de CFTV. Para além disso, vale frisar que essa é uma seção necessária justamente pelas diferenças de dimensão e peso desses equipamentos, que exigem passos adicionais para uma fixação segura e consistente. Acompanhe!

1. Decisão do posicionamento

O primeiro e mais importante passo, principalmente se você quer entregar todo o potencial do dispositivo nas mãos do seu cliente. Por conta das capacidades panorâmicas e verticais, as speed dome são normalmente instaladas em ambientes altos, a mais de 5 metros de altura.

2. Uso de equipamentos de segurança

Os bons e velhos EPIs. Assim como em qualquer instalação de risco, você precisa estar devidamente protegido com capacete com jugular, luvas, cinto de três pontos e a bota de proteção. Assim, você evita lesões ou fatalidades durante o seu trabalho.

3. Planejamento

Como, muito provavelmente, você realizará essa instalação em um ponto alto, é fundamental que você planeje todos os seus passos, organizando peças, processos e montagens enquanto ainda estiver no chão.

4. Acoplagem e cabeamento inicial

Ainda em chão, você deve ajustar o cabeamento da câmera, passando os fios por dentro do suporte que já vem com o dispositivo. Após passar os cabos, fixe as peças com uma parafusadeira elétrica no ponto de junção desses componentes — nesse caso, o corpo da câmera e o seu suporte.

Caso for utilizar um suporte adicional — para fixação em postes, por exemplo —, realize os mesmos passos, passando o cabeamento e fixando as peças com o auxílio da parafusadeira.

5. Finalização dos suportes e cabos

Quando utilizando um suporte universal, é interessante que você complemente a fixação com uma fita Bandit. Para além disso, a conexão dos cabos também pode ser protegida em áreas de muita umidade com a utilização de uma fita termo retrátil de 2mm, que após vulcanizada garante proteção máxima aos cabos.

6. Perfuração

É o momento de subir ao ponto da instalação. Na utilização de andaimes se reforça a importância do cinto de três pontos, garantindo sua fixação na escalada. Uma vez no ponto adequado, você deve realizar a furação da superfície.

Naturalmente, quanto mais alto o ponto de instalação, maior o campo de visão da câmera, haja visto suas amplas capacidades PTZ. Aberto o furo principal no poste, você pode passar o fio guia, que mais tarde vai auxiliar na passagem dos demais cabos.

7. Conexão dos cabos e fixação da câmera

Após a passagem do cabeamento e com a câmera elevada, chega o momento de juntar os cabos do dispositivo, conectando o Balun passivo ao cabo de rede verde e os demais para a alimentação da câmera, conectada à fonte lá embaixo.

Feitas as conexões, vale testar a rigidez dessas juntas, garantindo que tudo esteja bem fixo para a realização do acabamento. Também é interessante complementar sua instalação com técnicas de vedação, impedindo o acesso de água.

Ainda assim, você pode melhorar o projeto com a disposição do próprio cabo, o deixando em formato de U, estimulando o escorrimento da água em qualquer circunstância e evitando o acúmulo. Já a fixação da câmera não tem segredo, bastando ajustar e fixar as fitas Bandit em torno do poste.

8. Conexão com o DVR e programação final

Após a instalação em rua, você pode retornar para a sala de monitoramento e trabalhar na configuração da câmera. Aqui, você pode conectar o cabeamento ao dispositivo DVR, observando as condições necessárias para isso. Depois, basta inicializar o dispositivo para conferir as primeiras imagens captadas.

Os 6 principais benefícios de uma câmera speed dome

Em tempo, podemos também analisar as maiores vantagens que esses dispositivos oferecem para as operações do seu cliente. Em um todo, observamos 6 benefícios, que são particularmente melhores nesse modelo do que em qualquer outra tecnologia. Dê uma olhada!

1. Qualidade

Por serem modelos um pouquinho mais caros do que as câmeras convencionais, as speed dome são facilmente encontradas com os melhores sensores do mercado, fabricados por marcas consagradas no segmento audiovisual — a Sony, por exemplo. Por isso, você pode esperar por boa qualidade das imagens, equilibrando alta resolução com boa visibilidade.

2. Durabilidade

Na boa parte das vezes, componentes mecânicos são construídos em ligas metálicas, justamente para aguentar o estresse de suas funções e atritos. Por conta disso, as câmeras speed dome costumam ser envoltas por uma grande quantidade de materiais e camadas protetivas, garantindo o isolamento dos componentes essenciais e prolongando sua vida útil no longo prazo.

3. Flexibilidade

Ainda que existam câmeras mais simples com as capacidades de pan, tilt e zoom, é com as speed dome que essas funções realmente se destacam. Com esses dispositivos, os operadores têm controle total sobre a cena, examinando a tudo que esteja dentro do vasto campo de possibilidades da lente — 360° horizontais e até 180° verticais.

4. Zoom

Esse é um benefício complementar do anterior, mas o zoom das speed dome merece um destaque especial. Afinal de contas, essa é a principal funcionalidade que faz a tecnologia ser tão demandada no setor público e privado, permitindo a inspeção de placas, rostos e situações com riqueza de detalhes, sem abrir mão da agilidade operacional.

5. Custo-benefício

Ainda que se trate de um dispositivo comparativamente mais caro do que as fixed dome, as speed entregam algo muito além da sua linha de preço, oferecendo monitoramento de nível profissional para qualquer ambiente que as equipe. Além disso, a construção robusta evita que os componentes mecânicos se desgastem com facilidade, fazendo com que esses equipamentos tenham baixa manutenção.

6. Custo de instalação

Para o consumidor, a instalação desses dispositivos não é tão mais cara que a dos modelos convencionais. Afinal de contas, não se utilizam muitos materiais específicos, com a única dificuldade adicional sendo a escalada e a periculosidade de um posicionamento muito alto.

Fora isso, você pode oferecer um custo justo e coerente, sem se preocupar com o afastamento do consumidor.

As situações adequadas para a aplicação da tecnologia speed dome

Majoritariamente em ambientes abertos, com grande fluxo de pessoas, carros e demais elementos em cena. Dizemos isso não porque elas não possam ser utilizadas em um ambiente interno, mas sim porque isso não faria sentido, sendo um verdadeiro desperdício de recursos.

Afinal de contas, as speed dome contam com toda a agilidade móvel e ótica para monitorar detalhes em baixa e alta luminosidade. Por conta disso, não faz sentido utilizar esses equipamentos no interior de uma loja, já que chamaria atenção, sem sequer utilizar todo o seu potencial.

Já em ambientes amplos e externos, a história muda. Os operadores podem trabalhar sincronizados com agentes no campo, atendendo solicitações para inspecionar determinados veículos, suspeitos e situações afins, tudo feito com a agilidade e precisão de um monitoramento cirúrgico.

A escolha pelo modelo ideal

Já aqui, chegamos no ponto mais relativo de todos. Afinal de contas, o modelo ideal é extremamente variável, dependendo exclusivamente do projeto do seu cliente. Por isso, é importante que você desenvolva capacidade de ser um profissional consultivo, que empregue a escuta ativa.

É durante a explicação do cliente — bem como na visita ao ambiente — que você analisará o melhor produto para cada circunstância. De qualquer forma, essa costuma ser uma etapa de análise de especificações. Por exemplo, digamos que o seu cliente precisa de:

  • visibilidade noturna: modelos com bom alcance infravermelho (100 m);
  • riqueza de detalhes: modelos com alta resolução (a partir de 1920 linhas);
  • interatividade: modelos OPEN HD, compatíveis com dispositivos por internet ou interfaces cabeadas, como DVRs AHD, HDCVI etc;
  • confiabilidade: modelos com proteção elétrica.
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